Resposta rápida: A construção civil brasileira precisa preencher 4,4 milhões de vagas até 2027, segundo o Mapa do Trabalho Industrial do SENAI/CNI, e mais de 90% das empresas do setor já relatam dificuldade para contratar mão de obra qualificada, segundo a CBIC. O reflexo aparece direto no orçamento: o componente mão de obra do custo da construção subiu 8,82% em 12 meses até março de 2026 — bem acima da inflação oficial de 4,14% no período. Quem está estruturando uma incorporação precisa atualizar as premissas de custo de mão de obra do estudo de viabilidade antes de decidir lançar o empreendimento.
Por que falta mão de obra na construção civil em 2026?
O déficit tem tamanho e prazo definidos. O Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI/CNI) em parceria com o SENAI, projeta que o país precisará preencher 4,4 milhões de vagas na construção civil até 2027. O reflexo já aparece nas empresas: segundo a CBIC, mais de 90% das construtoras e incorporadoras relatam dificuldade nos processos de contratação, e a Sondagem da Construção da FGV IBRE mostra que 69% das empresas têm dificuldade para contratar ou reter trabalhadores — para 65% delas, essa é hoje a maior barreira ao ganho de produtividade.
As funções com maior déficit são pedreiro, armador, carpinteiro, eletricista e encanador, com pressão mais forte em polos de expansão imobiliária como São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.
O problema não é só de quantidade, mas de qualificação: parte relevante da força de trabalho já empregada no setor precisa de requalificação para acompanhar novos métodos construtivos e ganhos de produtividade, o que reforça a pressão sobre o custo da folha de pagamento nos canteiros nos próximos anos.
Quanto essa escassez já pesa no orçamento de obra?
O CUB (Custo Unitário Básico) nacional chegou a R$ 1.925,08/m² em fevereiro de 2026, sendo R$ 839,92 referentes só à mão de obra — uma alta de quase 10% em 12 meses. Em linha com isso, a CBIC aponta que o componente mão de obra do custo da construção acumulou alta de 8,82% nos 12 meses encerrados em março de 2026, bem acima da inflação oficial de 4,14% no mesmo período — hoje o item que mais pressiona o custo total da obra.
O movimento também acelerou no curto prazo: levantamentos regionais mostram a variação mensal do custo de mão de obra saltando de 0,77% para 2,33% em junho de 2026, reflexo de negociações salariais e da forte demanda por profissionais qualificados nos canteiros.
O que vem pela frente: redução de jornada pode apertar ainda mais o custo
Há mais pressão no radar. A CBIC estima que a discussão em curso sobre redução da jornada de trabalho pode elevar em até 15% o custo de mão de obra do setor, com impacto potencial adicional de R$ 20 bilhões ao ano caso a medida avance. Para quem está no meio de um estudo de viabilidade, isso significa trabalhar com uma faixa de sensibilidade para o custo de mão de obra, e não com um número fixo.
Quadro-resumo: escassez de mão de obra na construção civil (2026)
IndicadorValorFonteVagas a preencher na construção até 20274,4 milhõesSENAI / CNI (Mapa do Trabalho Industrial)Empresas com dificuldade de contratação+90%CBICEmpresas com dificuldade de contratar/reter69%FGV IBREAlta do custo de mão de obra (12 meses até mar/2026)8,82%CBICCUB nacional (fev/2026)R$ 1.925,08/m² (R$ 839,92 de mão de obra)SindusconImpacto potencial da redução de jornadaaté 15% no custo de mão de obra / R$ 20 bi/anoCBIC
Como a RNGOMES Engenharia entra nesse processo
Um estudo de viabilidade técnica e econômica feito com premissas de custo de mão de obra desatualizadas subestima o orçamento e compromete a margem do empreendimento antes mesmo do lançamento. A RNGOMES Engenharia realiza estudos de viabilidade técnica e econômica para incorporação considerando o cenário atual de escassez e alta de custo de mão de obra — incorporando os dados mais recentes de SENAI, CBIC e FGV IBRE nas premissas do projeto, e trabalhando faixas de sensibilidade para riscos futuros, como a eventual redução de jornada. O objetivo é simples: que a decisão de lançar (ou não) um empreendimento seja tomada com números realistas, não com uma planilha otimista demais.
Isso vale tanto para quem está avaliando a compra de um terreno quanto para quem já tem o projeto em mãos e precisa revalidar a margem antes de buscar financiamento ou lançar as unidades. Atualizar as premissas de custo de mão de obra no meio do caminho custa muito menos do que descobrir a distorção depois da obra iniciada.
Perguntas frequentes
O que é o Mapa do Trabalho Industrial do SENAI?
É um levantamento do Observatório Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o SENAI, que projeta a demanda de profissionais por setor e estado até 2027, incluindo o déficit de mão de obra na construção civil.
Por que o custo de mão de obra sobe mais que a inflação geral?
Porque a demanda por profissionais qualificados no canteiro (pedreiro, armador, eletricista, encanador) supera a oferta, o que pressiona salários e negociações coletivas acima do índice de inflação oficial.
Como a escassez de mão de obra afeta um estudo de viabilidade de incorporação?
Se as premissas de custo de mão de obra do estudo não refletem a alta recente, o orçamento da obra fica subestimado e a margem projetada do empreendimento pode não se confirmar na prática.
A redução de jornada de trabalho já está valendo?
É uma pauta ainda em debate no setor. A CBIC já estima o impacto potencial no custo de mão de obra caso a medida avance, e recomenda considerar esse risco desde já no planejamento de novos projetos.
Quer revisar as premissas de custo de mão de obra do seu projeto?
Se você está estruturando um empreendimento e quer revisar as premissas de custo de mão de obra do estudo de viabilidade com dados atualizados, fale diretamente comigo. Chame no WhatsApp.
Conteúdo produzido pela RNGOMES Engenharia com base em dados públicos do SENAI, CBIC e FGV IBRE (2026). Não constitui recomendação de investimento; cada projeto deve ser avaliado individualmente.

